quinta-feira, 22 de maio de 2014

Dedico a você o tempo de uma vida, mas não o tempo todo.

Sinto, bem lá no fundo, que esse meu blog e minha falta de dedicação á ele são uma vergonha pra quem leva os blogs a sério.

Não vou prometer solenemente que farei o meu melhor daqui pra frente, também não prometerei que vou publicar alguma coisa por aqui com uma periodicidade passível de se acompanhar, sei lá, mensalmente que seja.
Mas prometo tão somente que tudo o que for aqui exposto, mesmo que sem nenhuma ordenação de tempo, será escrito do coração, com a leve pressão dos dedos em cada uma das teclas, a este blog que abandono tão solitário. E ainda prometo-te um amor de marinheiro, daqueles que vão pelos mares turbulentos, te traem com outros amores nos portos de outros continentes e voltam, com o rabo entre as pernas, como um cão arrependido de seus vis atos.
E, de você, espero que seja como minha mais estimada amante e se conforme com meus períodos de ausência sem deixar de esperar por mim, mas sem sofrimento. 
E, compreensiva como és, sabe que devo deixar-te agora, depois deste breve período de dedicação, para submergir no mundo por período indeterminado. O regresso será sempre proveitoso, prometo-te, afinal, como posso contar-te novas histórias se vive-las todas a seu lado? Prefiro nesta vida uma experiência cheia de altos e baixos, chegadas e partidas, a uma passagem sem volta.